Forró pé de serra: as origens do ritmo que marcará presença na 4ª edição do Arraial do Mandou Legal

A 4ª Edição do Arraial do Mandou Legal convida a Grande São Luís para mais festança junina no mês de julho – nos dias 7 e 8. Em 2023, o Mandou Legal tem a honra de tocar o seu arraial em um dos locais-símbolo da cultura maranhense: o Ceprama.

Além das manifestações que fazem o São João do Maranhão único – bumba-meu-boi, cacuriá e tambor de crioula – outra atrações é o forró pé-de-serra: um de vários tipos de forró existentes no Brasil.

Em 2023, o Arraial do Mandou Legal vai ter os grupos de forró pé de serra Gela a Guela e Galo Zé.

O ritmo surgiu em meados dos anos 1940 e é simbolizado pela irreverência de artistas como Genival Lacerda, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marinês, Carmélia Alves, Trio Nordestino, Pedro Sertanejo e Adelmario Coelho.

Inspirado pelo sertanejo, o pé-de-serra é o estilo tido como forró tradicional. A musicalidade é feita com os instrumentos mais básicos de forró –  triângulo, zabumba e sanfona. Já a dança é marcada pelos giros lentos e simples.

Origens

No tempo de seu Januário – pai de Gonzaga – faziam-se muitas festas no Araripe, região montanhosa do Ceará. Assim surgiu a expressão “forró no pé da serra”, hoje transformada em “forró pé de serra”.

A expressão era usada por Luiz Gonzaga para se referir ao seu local de infância e juventude, Exu no sertão pernambucano no pé da Serra Araripe, também se referia as músicas relacionadas ao forró desse local.

Ela está em músicas de sua discografia, o “chamego” Pé de Serra de 1942, o xote No Meu Pé de Serra de 1946, o arrasta-pé Alegria de Pé, de 1978.

 

Fonte: paraibacriativa.com.br – Jonathan Nascimento artecetera.art

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